Sempre me disse que jamais escreveria esses bordões amorosos, que hoje reina em minha vida. Nunca fui uma pessoa que fosse comunitariamente ativa, não me preocupo muito com o meio ambiente nem com os animais, muito me questionei se algum dia eu seria capaz de amar. Nunca senti vontade de ter desventuras amorosas, que hoje assola a sociedade. Não idealizo pessoas, nem amores, a humanidade e falha e jamais experimentará o gosto sincero do amor.
Conduzo uma cruzada sutil em busca de algo que possa ser meu, não quero apenas um clímax, mais um prazer continuo sem as interrupções mundanas. E pertinente que jamais me encontre completa, antes de tudo se esvair, eu me esvaio. Medo de amar ou de ser amada?Não sei. Entro caleidoscopicamente em minhas idéias, afogo entre a realidade e as ideologias falhas vindas de mais uma mente humana em busca do mundo perfeito.
Busco? Busquei? Perco-me entre as paroxítonas da vida, e as metonímias do cotidiano. Choco com o individualismo e o subjetivismo. Almadiçou em silencio o escapismo.
Odeio tudo isso, odeio o que eu sou, odeio não me expressar corretamente, não expressar ao mundo a dor clara da minha busca cética. Entre um caminho, não tão fácil como eu gostaria, as duvidas que leve, me destroem e me corrompem.
Leio livros amorosos que me levam a acreditar em um amor que jamais existira, mais meu tolo coração continua a acreditar. Espera toda primavera, sentada no ultimo degrau da escada, esperando que tudo mude. Não importo quantas tempestades o assolem, o quando ele sofra, ou o quão doente ele fique, ele sempre estará lá, naquele ultimo degrau esperando que tudo mude. E se não mudar? Não tem problema, ele ficara lá sentado, esperando a próxima primavera chegar. Parece-te mais uma historia de bordão com um final feliz? Não vou negar que talvez o seja, mais o que posso eu fazer, sou mulher, sou posso ser assim, tola, boba, e eternamente apaixonada.
Marilya Paula Marques (L
adorei o blog, tô seguindo!
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